JÁ ERA, O AGORA É!
Quando perdi tudo,
Descobri que não precisava de nada,
Pois tudo que me faltava era um tanto de mim, que se perdia em tudo,
Sem tudo e sem nada, restou me apenas eu
E assim o que já era, saiu tão depressa que ficou pra trás,
E tudo que eu era, já era, como a tal nova era, que também já era,
Tem tanto tempo que é nova, que já ficou velha,
O era, agora é,
Simplesmente porque é a única escolha sensata,
Pra quem quer realmente sair da casca,
Abandonar as máscaras, reconhecer suas falhas,
Não adiante querer ser diferente,
Fazendo as mesmas coisas das quais critica
Só, que de um jeito diferente
Ser diferente não basta,
É preciso fazer a diferença!
E fazer a diferença, é trazer no viver a luz da sua
essência,
Assumir quem se é de fato, honrar o que se fala,
Caminhar os próprios passos,
Sem vícios ou muletas
É tempo de despertar, é tempo de ser e não mais de parecer,
Não tem como comparar ninguém com alguém,
Porque não existe ninguém,
Todo mundo é um alguém diferente,
Todos somos únicos, mas ninguém é especial,
E devemos ser apenas quem somos,
Assim, exercemos nossa missão de vida, nossa medicina, nossa
função na vida.
Damos voz à nossa essência de forma criativa e construtiva,
Fazemos parte da solução e não mais, do problema
Essa é nossa escolha,
Não porque nos disseram assim,
Mas porque sentimos isso,
Porque é a nossa natureza
E viver lutando contra a própria natureza
É muito mais difícil do que se entregar a ela
E quem não se conhece
Normalmente vive lutando contra ela
Ou se conhece tão superficialmente
Que confunde suas crenças com sua natureza
Existe algo que está além de mim e de você,
Somos parte da Natureza,
Que se comunica conosco,
A todo instante e em todo lugar
Precisamos observar com mais atenção
O que a Natureza vem nos mostrando,
Ou mudamos nossos hábitos, criando uma forma de vida, mais consciente
Ou as consequências de nossas inconsequências serão cada vez mais intensas,
Vocês percebem alguma diferença no tempo?
Conseguem enxergar a direção em que caminha a mudança?
Não porque a mídia ou as militâncias partidas, nos dizem
Mas porque observamos o ontem, o hoje
E vislumbramos o caminho que se abre rumo ao amanhã!
Ontem e amanhã, agora mesmo.... é!
Viajamos tanto pra frente quanto pra traz, mas precisamos voltar,
Pois só conseguimos viver de fato, no aqui e no agora,
Todo o resto é sonambulismo e sobrevivência,
Sem presença, sem consciência, sem essência,
Não existe existência, apenas sobrevivência.
E ai! Tu tá esperando o quê?
Quando vai assumir o controle da sua vida
E deixar de ser vítima da inconsciência, da sua falta de presença!?
O próximo fim do mundo pode estar logo ali,
Embora, a cada dia que passa, o nosso mundo fica mais perto do fim,
E você pode destruir de uma vez por todas esse seu mundo de ilusões
Afinal de contas o mundo muda, quando você muda seu ponto de vista
Com isso, muda a sua atitude no mundo,
Mas para isso, é preciso amor e coragem,
Primeiro para se olhar nos olhos profundamente
Atravessar o véu de suas crenças
Reconhecer sua natureza e conhecer a sua essência
Assumir quem se é de fato!
Chega de mentirmos para nós mesmos, pois no fundo sabemos,
Somos mais acomodados do que deveríamos,
Adiamos sempre, o inevitável, amanhã.
Sim, aguardamos o momento da maturação,
Mas para a semente nascer ela precisa morrer como semente,
Deixar seu passado para traz e se entregar a sua natureza
Para renascer em sua essência
E ir se transformando a cada ciclo, crescendo e frutificando
Sem ações diferentes, vamos tentar reviver sempre, as mesmas
estações,
Eu não preciso dizer o que é, mas não posso me calar sem dizer o que não é,
E fato é que somos todos, meio macacos,
Sentamos em cima do próprio rabo,
Nos esquecemos do nosso, mas apontamos para o dos outros.
Às vezes eu lembro de me observar no espelho da consciência,
Ele me traz reflexões, emoções e sentimentos
E eu percebo, que quando eu não me vejo,
É na ação, que me incomoda no outro, que eu projeto os meus defeitos,
Pois, se eu não me identifico e nada sinto com o fato
ocorrido,
Simplesmente, é algo, em mim, já bem resolvido,
Do contrário é o bom e velho hábito hipócrita e prepotente
De achar que o errado e a culpa é sempre do outro e nunca da gente.
Mas sinto em lhe informar,
Se a água bate na sua bunda,
A responsabilidade também é sua,
E nem se trata de culpa, é só plantação e colheita.
Mas quem veio só em missão de salvar o mundo,
Não tem o hábito de olhar no espelho da consciência,
São apenas almas pseudo evoluídas que não percebem a incoerência
Filhos da nova era, que apenas trocaram de lado com os
filhos da velha era,
Mas não se tocaram, que não importa o lado, pois todo lado é um extremo.
Equilíbrio só se consegue no centro
E gente centrada, é sensata, é equilibrada e não aponta dedos.
Se começarmos a prestar mais atenção na nossa vida ao invés
da do outro,
Veremos que também incomodamos
Mas talvez comecemos a descobrir o que precisa ser mudado em nós,
Já que sempre sabemos tudo que precisa ser mudado no outro
É! Quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra,
Mas a questão não é essa,
Mas sim, de você simplesmente ter a humildade e dignidade de se olhar no
espelho
E ver que você não é as crenças nem os conceitos que tem sobre si,
Reconhecer os desvios que decidiu trilhar
Retraçar a rota com mais consciência e responsabilidade,
Sabendo que só se colhe, o que se planta,
Sensato é sermos bons jardineiros
Até com rosas, que são flores belas e perfumadas,
Sem prestar atenção, podemos nos machucar nos espinhos,
Quem dirá dos cactos que cultivamos aos quais se quer precisamos regar
Então, imagina se hoje fosse o dia da sua passagem
E ao desencarnar, lhe fosse mostrado o filme da sua vida
Ao ver este filme, o que você teria mudado?
Que tal dar uma refletida no espelho da consciência e
assistir um filminho hoje?
As coisas não são como são por causa dos outros,
Mas sim porque fazemos o que fazemos
Com a desculpa de que a culpa é dos outros
Mas não se esqueça que quem vive ausente
E não presta atenção ao que planta
Vai ter que lidar com a colheita
Que é seu próprio presente
Mesmo que as vezes,
Seja um presente de grego.
RPM Ecosss
Inverno - Lua Crescente - agosto - 2013

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